
"Se é doce, no recente, ameno estio,
ver toucar-te a manhã de etéreas flores
e lambendo as areias e os verdores,
mole, queixoso deslizar-se o rio;
Se é doce ver em terno desafio
o bando dos voláteis amadores,
seus cantos modulando e seus amores,
entre a ramagem do pomar sombrio;
Se é doce mar e céu ver anilados
pela quadra gentil do amor, querida,
que desperta os corações, floreia os prados;
Mais doce é ver-te dos meus ais vencida,
dar-me em teus brandos olhos desmaiados
morte, morte de amores, melhor que a vida."
(Bocage)